Dr. Bernardo aponta subfinanciamento do SUS como causa central da crise na saúde

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Durante a sessão plenária desta quinta-feira (28), na Assembleia Legislativa, o deputado Dr. Bernardo (PSDB) destacou que a crise na saúde pública do Rio Grande do Norte reflete um problema nacional: o subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o parlamentar, enquanto a tabela de procedimentos não for reajustada de forma justa, estados e municípios continuarão sobrecarregados.

“Enquanto a gente tiver essa tabela do SUS que paga valores defasados por procedimentos médicos, vamos continuar enxugando gelo, com salários aviltantes, faltando insumos e a população sofrendo”, afirmou.

Dr. Bernardo exemplificou a defasagem com procedimentos como a colposcopia, remunerada em apenas R$ 2,75, consultas médicas a R$ 10 e a endoscopia, que desde 2009 continua com o valor de R$ 48,60. Ele também citou o caso das cesarianas, que exigem quatro profissionais e recebem apenas R$ 155,05 pelo SUS.

O parlamentar defendeu maior atuação da bancada federal no Congresso Nacional para corrigir a tabela e reduzir os impactos nos estados. Ele lembrou que o governo do RN gastou em 2024 cerca de R$ 240 milhões acima do teto MAC (Média e Alta Complexidade) e que o governo federal reconheceu o débito, iniciando o pagamento parcelado desse valor e ampliando o teto mensal de R$ 35 milhões para R$ 55 milhões.

“Esse incremento dará um alívio significativo, mas não resolve o déficit acumulado ao longo dos anos. Saúde é cara e o problema não é exclusivo do SUS. Até os planos privados estão enfrentando dificuldades”, observou.

Por fim, Dr. Bernardo reconheceu o esforço da equipe da Secretaria de Estado da Saúde (Sesap) e da Secretaria de Fazenda para lidar com a situação, mas reforçou que sem mudanças estruturais no financiamento, a crise continuará sendo um desafio permanente.

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